O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou este domingo que o Brasil “não é e não será colónia de ninguém”, num discurso transmitido em cadeia nacional na véspera do Dia da Independência, celebrado esta segunda-feira, 7 de setembro.
Sem mencionar diretamente o Presidente norte-americano, Donald Trump, Lula fez uma referência às tensões comerciais entre os dois países e defendeu a autonomia do Brasil nas suas relações económicas. “Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender”, afirmou.
A declaração ocorre num momento de forte tensão entre Brasília e Washington, depois da imposição de novas tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros. Lula defendeu o livre comércio e reforçou que as decisões sobre o país devem ser tomadas pelos próprios brasileiros.
No discurso, que durou cerca de três minutos e 43 segundos, o Presidente brasileiro também destacou as riquezas naturais do país, como as terras raras, a água doce e as reservas de petróleo. Segundo Lula, esses recursos devem ser utilizados para desenvolver tecnologia, gerar emprego e aumentar a riqueza no Brasil.
Lula associou ainda a independência à democracia, ao combate à pobreza e às desigualdades sociais e à garantia de acesso à saúde e à educação. O Presidente também destacou o papel do Brasil na proteção da Amazónia, na transição energética e no combate às alterações climáticas.

















