O Dia da Independência do Brasil, celebrado esta segunda-feira, foi marcado por manifestações políticas em várias capitais do país, além dos tradicionais desfiles cívicos. Os protestos, organizados sobretudo por grupos e movimentos de direita, tiveram como principais alvos o Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em Brasília, manifestantes concentraram-se no Plano Piloto e defenderam a saída de Lula da Presidência e de Alexandre de Moraes do STF. Os participantes também fizeram críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e pressionaram o Congresso para que avance com pedidos de impeachment contra o ministro do Supremo.

Os protestos espalharam-se por diferentes regiões do país. Houve manifestações em cidades como Belo Horizonte, Goiânia, Salvador, Maceió, São Luís e Porto Alegre. Em vários destes locais, os participantes levaram bandeiras do Brasil, cartazes e faixas com críticas ao Governo e ao Supremo Tribunal Federal.

Em Belo Horizonte, a manifestação ocorreu na Praça da Liberdade e teve entre as principais palavras de ordem críticas a Lula e a Alexandre de Moraes. Em Goiânia, os participantes concentraram-se na Praça Tamandaré. Já em Salvador, o protesto ocorreu na região do Farol da Barra e contou com a presença de políticos ligados à direita.

No Nordeste, também foram registadas mobilizações. Em Maceió, manifestantes participaram numa caminhada que teve início no Corredor Vera Arruda e terminou na região do Marco dos Corais. Entre as pautas estavam críticas ao ministro Alexandre de Moraes e apoio ao ministro André Mendonça, também integrante do STF.

Em São Luís, uma motocarreata percorreu diferentes pontos da cidade, com participantes vestidos de verde e amarelo e portando bandeiras do Brasil. Em Porto Alegre, o protesto reuniu manifestantes no Parque Moinhos de Vento, conhecido como Parcão, onde foram exibidas faixas com críticas ao ministro Alexandre de Moraes.

Mobilização em São Paulo

Em São Paulo, a Avenida Paulista voltou a ser palco de uma grande mobilização da direita. O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), participou do ato e fez críticas ao Governo Lula e ao ministro Alexandre de Moraes.

Outros nomes que disputam a Presidência também aproveitaram a data para participar de mobilizações e atividades políticas na capital paulista. Romeu Zema, do Novo, esteve na Avenida Paulista, enquanto Renan Santos, do Missão, participou de um ato no Parque Ibirapuera.

As manifestações ocorreram paralelamente às celebrações oficiais da Independência. Em Brasília, Lula participou do desfile cívico-militar, que reuniu autoridades dos três Poderes e teve como tema “Soberania — A força que une o Brasil”.

O 7 de Setembro tem, nos últimos anos, adquirido um forte caráter político no Brasil. A data foi utilizada em diferentes momentos por grupos de direita e de esquerda para promover manifestações e defender as respetivas posições no cenário nacional.

Este ano, as mobilizações acontecem num contexto ainda mais sensível, com o país a aproximar-se das eleições de 2026. A disputa pela Presidência e os conflitos entre setores da oposição, o Governo e o Supremo Tribunal Federal devem continuar a ocupar espaço central no debate político brasileiro nas próximas semanas.

Com manifestações em diferentes capitais e a presença de figuras que já estão envolvidas na corrida eleitoral, o feriado da Independência voltou, assim, a transformar-se num importante momento de mobilização política no Brasil.

Foto: Segurança Pública / DF