Luiz Inácio Lula da Silva, de 80 anos, está a avaliar mudanças na estratégia da sua campanha para o segundo turno das eleições. Entre as medidas em discussão está a possibilidade de reforçar ou alterar a equipa responsável pela comunicação eleitoral, numa altura em que a campanha se prepara para a segunda fase da disputa pela Presidência da República, no dia 25.

No sistema eleitoral brasileiro, quando nenhum candidato obtém mais de metade dos votos válidos na primeira volta, os dois candidatos mais votados avançam para um segundo turno. É nesta etapa que Lula e o candidato do Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, disputam a Presidência.

Uma das mudanças em análise envolve a equipa de marketing eleitoral de Lula. O publicitário João Santana, conhecido por ter participado de campanhas presidenciais anteriores do Partido dos Trabalhadores (PT), está a ser sondado para integrar a campanha. Uma das possibilidades é que ele substitua Raul Rabelo, atual responsável pelo marketing eleitoral. Outra alternativa em discussão é manter a atual estrutura e acrescentar Santana à equipa como reforço.

João Santana teve um papel de destaque em campanhas anteriores do PT. Foi responsável pelo marketing da campanha de reeleição de Lula em 2006 e das campanhas presidenciais de Dilma Rousseff, em 2010 e 2014. Nas eleições de 2026, trabalhou nas campanhas de Ciro Gomes para o governo do Ceará e de ACM Neto para o governo da Bahia. Nenhum dos dois candidatos foi eleito.

As mudanças em estudo não se limitam à campanha eleitoral. Aliados de Lula também defendem alterações na Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, conhecida pela sigla Secom. A secretaria é responsável pela comunicação institucional do Governo Federal e pela coordenação das políticas de comunicação do Executivo.

O atual responsável pela Secom é Sidónio Palmeira. Entre os nomes que chegaram a ser sugeridos para uma eventual mudança no comando da secretaria está o apresentador José Luiz Datena, que concorreu a deputado federal pelo estado de São Paulo nas eleições deste ano, mas não conseguiu eleger-se.

Outra medida em avaliação envolve o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin, do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Lula estuda a possibilidade de anunciar Alckmin como futuro ministro da Fazenda caso seja eleito para um novo mandato. A Fazenda é uma das principais pastas do governo brasileiro e é responsável pela condução da política económica e fiscal do país.