Maria da Graça Carvalho recebeu este sábado, dia 4, a Chave de Honra da Cidade de Coimbra, a mais alta distinção atribuída pelo município, numa cerimónia em que foi destacado o apoio prestado pelo Governo durante as tempestades e cheias que afetaram a região no último inverno.
A homenagem decorreu durante a sessão solene do Dia da Cidade e foi entregue pela presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, que justificou a distinção com a proximidade demonstrada pela ministra do Ambiente e Energia nos momentos mais difíceis.
"Há momentos em que o Estado tem de ter um rosto" e, durante as cheias, esse rosto foi o de Maria da Graça Carvalho, afirmou a autarca, sublinhando que a governante "esteve presente, voltou sempre e acompanhou". "Não conhecemos melhor definição de serviço público", acrescentou.
No seu discurso, Ana Abrunhosa recordou que o atual executivo socialista tomou posse há apenas oito meses e enfrentou desde cedo condições meteorológicas adversas. Apesar das dificuldades, garantiu que a resposta do município esteve à altura do desafio.
"Nestes oito meses, o céu testou-nos com tempestades e o rio testou-nos com cheias. Podíamos ter falhado. Não falhámos porque lutámos juntos", afirmou, agradecendo o contributo da população, da Proteção Civil, das empresas e das restantes entidades envolvidas na resposta à emergência.
A presidente da autarquia fez ainda questão de destacar a colaboração do Governo, considerando que esse apoio foi determinante para ultrapassar os estragos provocados pelas intempéries.
Ao receber a distinção, Maria da Graça Carvalho disse encará-la "com muita humildade", salientando que a homenagem representa, sobretudo, o reconhecimento do trabalho conjunto desenvolvido entre o Ministério do Ambiente e o município de Coimbra durante os meses mais críticos.
A ministra alargou esse agradecimento aos municípios de Montemor-o-Velho e Soure, à Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, às associações de agricultores e ao setor agrícola, defendendo que os resultados alcançados só foram possíveis graças ao esforço coletivo.
"Nada do que fizemos ficou a dever-se ao mérito de uma só pessoa", afirmou, lembrando as intervenções realizadas tanto na prevenção das cheias como na recuperação dos diques do Mondego. "A chave de ouro foi precisamente esta capacidade de trabalhar em conjunto", acrescentou, considerando que o Governo apenas cumpriu "o que tinha de ser feito, no tempo certo".

















