O Sindicato dos Jornalistas (SJ) classificou como "inaceitável" a situação vivida no canal Conta Lá, liderado por Sérgio Figueiredo, exigindo uma posição "clara e transparente" da administração perante os trabalhadores, numa altura em que persistem salários em atraso e a empresa prepara um processo de lay-off.

Em comunicado divulgado esta sexta-feira, o SJ afirma acompanhar "com enorme preocupação" a situação do projeto televisivo, sublinhando que uma parte significativa dos trabalhadores continua sem receber o salário referente ao mês de maio e que existem igualmente dívidas a colaboradores externos.

O sindicato alerta ainda para "fundados receios" de que também os vencimentos de junho não sejam pagos dentro dos prazos legais, levantando sérias dúvidas sobre a sustentabilidade financeira da empresa.

A reação do SJ surge depois de o Correio da Manhã revelar que Paulo Salvador, um dos principais rostos do canal, avançou para a justiça para reclamar seis meses de remunerações em atraso. O ex-jornalista da TVI recorreu a um procedimento de injunção para exigir o pagamento das quantias em dívida e não será caso único, havendo outros trabalhadores que também recorreram aos tribunais.

Paralelamente, Sérgio Figueiredo comunicou aos trabalhadores que o Conta Lá irá recorrer ao lay-off como forma de reduzir custos e evitar um despedimento coletivo. Na mensagem interna, o responsável reconhece que a empresa não dispõe de fundos suficientes para pagar todos os salários, apontando o dia 31 de julho como a única data possível para regularizar os vencimentos em atraso, embora sem garantias absolutas.