O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, anunciou esta quarta-feira, no Parlamento, que o Orçamento do Estado para 2027 trará uma nova redução do IRS, a sexta desde que a AD chegou ao Governo, em 2024.

Segundo o ministro, o alívio será feito através da atualização dos escalões, das deduções à coleta e do mínimo de existência. Miranda Sarmento não esclareceu se haverá também uma nova descida das taxas. O impacto orçamental acumulado das reduções aproxima-se dos 3.000 milhões de euros inscritos no programa eleitoral.

O anúncio foi feito durante o debate da proposta do Governo que baixa o IRS ainda este ano, com cortes entre 0,3 e 0,5 pontos percentuais nas taxas dos seis primeiros escalões. A medida custa cerca de 400 milhões de euros e é votada na sexta-feira, para que o imposto cobrado a mais seja devolvido no salário de novembro.

A oposição não se opôs frontalmente, mas considerou o corte insuficiente. André Ventura, do Chega, afirmou que a descida vale um euro para quem ganha 1.000 euros, e Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda, calculou que mal chega para meio litro de combustível. Mário Amorim Lopes, da Iniciativa Liberal, falou num "aliviozinho".

O PS contestou a prioridade dada ao IRS, defendendo antes a descida do IVA na alimentação. Miranda Sarmento respondeu que o Governo prefere devolver rendimentos sem pôr em causa o equilíbrio das contas públicas a subsidiar indiscriminadamente os combustíveis.