Luís Montenegro, de 53 anos, defendeu este domingo, dia 11, em São João da Madeira, a redução dos impostos sobre as empresas, rejeitando as críticas de que a medida beneficia sobretudo quem mais tem. O primeiro-ministro considera que baixar o IRC é fundamental para aumentar a competitividade, estimular o investimento e permitir melhores salários.

"Baixámos os impostos às empresas, sim. Não vale a pena fazer demagogia com isso", pediu Montenegro, durante o discurso de encerramento das comemorações da criação do concelho de São João da Madeira.

"Há quem diga que, quando baixamos o IRC, queremos dar mais dinheiro a quem mais tem. Mas o objetivo é que tenham mais capacidade de comprar equipamentos, reforçar a capacidade de tesouraria, acompanhar os desafios dos mercados e pagar melhores salários", explicou.

O primeiro-ministro deixou ainda um aviso sobre as consequências da falta de investimento: "Se as empresas não conseguirem fazer isto, vão definhar e fechar. Investir na competitividade das empresas é também valorizar o trabalho."

A taxa geral de IRC, atualmente nos 19%, vai descer para 18% em 2027, estando prevista uma nova redução para 17% em 2028, no âmbito de uma reforma fiscal já aprovada pelo Parlamento. A medida terá um impacto orçamental estimado em 300 milhões de euros no próximo ano.

Segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027, o Governo AD prevê arrecadar 9.605 milhões de euros em IRC, menos 99 milhões do que a execução estimada para 2026, uma quebra de 1%.

O Executivo acredita que o crescimento da atividade económica permitirá compensar parcialmente a perda de receita provocada pela redução do imposto.