Morreu o artista plástico e cartoonista João Abel Manta, na sexta-feira, 15, aos 98 anos. Foi uma das figuras mais marcantes da ilustração e da crítica política em Portugal, tendo ficado conhecido como o 'cartoonista da Revolução', devido aos desenhos e caricaturas que marcaram o período pós-25 de Abril.
Segundo informações avançadas pela família, o artista morreu em casa, em Lisboa. As cerimónias de homenagem estão previstas para domingo, no Cemitério do Alto de São João
Nascido em 1928, em Lisboa, João Abel Manta construiu uma carreira multifacetada como arquiteto, pintor, ilustrador e cartoonista. Filho dos pintores Abel Manta e Clementina Carneiro de Moura, cresceu num ambiente artístico e cedo assumiu posições de oposição ao regime do Estado Novo. Em 1948, chegou mesmo a ser detido pela PIDE.
Ao longo da carreira, assinou algumas das imagens mais emblemáticas da Revolução de Abril, incluindo os famosos cartazes ligados ao MFA. O seu trabalho destacou-se pela ironia, pela crítica social e pela defesa da liberdade, tornando-se uma referência incontornável do cartoon político português.
Além do desenho e da caricatura, João Abel Manta deixou obra na arquitetura, pintura, azulejaria e ilustração. Em 2024, foi homenageado com a exposição 'João Abel Manta Livre', integrada nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril.




















