O Manchester United continua mergulhado numa profunda crise de resultados e Bruno Fernandes não conseguiu esconder a emoção após mais uma derrota dos red devils. A equipa inglesa perdeu este sábado, dia 31, por 2-0, no terreno do Chelsea, em Stamford Bridge, somando o sétimo desaire da temporada, o quarto na Premier League.

No final do encontro, o internacional português dirigiu-se aos adeptos que viajaram até Londres para apoiar a equipa, agradecendo-lhes a fidelidade num momento particularmente difícil. Visivelmente desgastado, o capitão protagonizou uma imagem que espelha a frustração vivida no histórico clube inglês.

Bruno Fernandes regressou à titularidade e cumpriu os 90 minutos, depois de não ter sido utilizado na pesada derrota caseira frente ao Bournemouth, por 3-0.

Aos 32 anos, o médio português também atravessa uma fase menos produtiva em termos individuais. Em 12 jogos disputados esta temporada, soma quatro golos e uma assistência, números abaixo dos registos a que habituou os adeptos de Old Trafford.

A derrota diante do Chelsea agrava a pressão sobre o Manchester United e sobre Michael Carrick, que não escondeu a desilusão com o resultado. "O jogo escapou-nos", reconheceu o treinador, confrontado com mais um resultado negativo.

O futuro de Bruno Fernandes é outro dos temas que alimentam a incerteza em Old Trafford. O internacional português tem contrato com o Manchester United até junho de 2027, com uma opção de prolongamento por mais uma temporada, pelo que a aproximação do fim do vínculo poderá obrigar o clube a tomar uma decisão sobre a continuidade do capitão. Aos 32 anos, o craque continua a ser uma das principais referências da equipa, apesar da crise de resultados.

A relação entre o capitão e Michael Carrick também atravessou dias de grande tensão. Depois da derrota por 4-1 frente ao Como, na Liga dos Campeões, Bruno Fernandes criticou publicamente as opções táticas do treinador, acabando relegado para o banco no desaire caseiro com o Bournemouth (0-3), sem sequer entrar em campo. Os dois reuniram-se posteriormente, à porta fechada, para ultrapassar as divergências. Carrick garantiu que o português continuaria a usar a braçadeira de capitão e que estava "totalmente comprometido" com o clube. O regresso à titularidade frente ao Chelsea confirmou a reconciliação, mas não afastou as dúvidas sobre o futuro do médio em Manchester.