O Muse Charm é o novo dispositivo portátil de Inteligência Artificial (IA) da Meta e já está a ser comparado a um Tamagotchi moderno pelo seu formato compacto e pelo pequeno ecrã quadrado. Com um tamanho semelhante ao de uma caixa de AirPods e suficientemente pequeno para ser transportado num porta-chaves, o equipamento foi concebido para dar acesso imediato ao Muse, o novo assistente de IA da empresa, sem ser necessário desbloquear o telemóvel ou abrir uma aplicação.

Apesar das dimensões reduzidas, o Muse Charm reúne várias funcionalidades de um dispositivo completo. Inclui um ecrã tátil de cerca de duas polegadas, ligação 5G, uma pequena câmara, vários microfones, colunas e um sensor de impressão digital que serve para ativar o assistente. A interação foi pensada para ser maioritariamente feita por voz, permitindo conversar com o Muse e recorrer às suas funcionalidades em qualquer momento.

No centro da experiência está o Muse, um agente de inteligência artificial desenvolvido pela Meta para ir além dos chatbots tradicionais. O assistente consegue pesquisar informação, organizar tarefas, gerir aplicações e ajudar em ações do dia a dia, funcionando como um verdadeiro assistente pessoal. O Muse Charm foi criado precisamente para tornar esse acesso mais rápido e natural, dispensando a utilização constante do smartphone.

Segundo Mark Zuckerberg, o objetivo não é substituir o telemóvel, mas criar uma nova categoria de dispositivos centrados na inteligência artificial. O Muse deverá funcionar de forma integrada entre o Charm, os smartphones e os óculos inteligentes da Meta, permitindo que o mesmo assistente acompanhe o utilizador em diferentes contextos e dispositivos.

A Meta prevê lançar o Muse Charm durante o mês de dezembro, embora ainda não tenha revelado o preço oficial. Com uma estética que mistura a nostalgia dos brinquedos eletrónicos dos anos 90 com tecnologia de IA de última geração, o pequeno dispositivo representa uma das apostas mais ambiciosas da empresa para levar a inteligência artificial para o bolso dos utilizadores.

Crédito: @meta