Os óculos gratuitos disponibilizados para a observação segura do eclipse solar, de quarta-feira, dia 12, já esgotaram. A elevada procura levou ao fim do stock poucas horas depois de a Ciência Viva disponibilizar as reservas através das óticas aderentes em todo o País.
A iniciativa permitia que qualquer pessoa reservasse gratuitamente um par de óculos certificados através do site do Clube da Visão e o levantasse numa ótica participante. No entanto, mesmo após o reforço do stock, todas as unidades ficaram rapidamente esgotadas.
Quem não conseguiu garantir um dos óculos gratuitos, ainda poderá comprá-los, no entanto, em farmácias, óticas, supermercados e algumas lojas online, por um preço que ronda os três euros.
A diretora da Ciência Viva, Ivone Fachada, de 47 anos, voltou a alertar para os perigos de observar o eclipse sem proteção adequada. Segundo explicou, olhar diretamente para o sol pode provocar queimaduras irreversíveis na retina, lesões que não causam dor no momento, mas que podem resultar em danos permanentes na visão ou até cegueira.
A responsável sublinha ainda que é essencial verificar se os óculos cumprem todas as normas de segurança. Os modelos certificados devem apresentar a norma ISO 12312-2, a marca CE e cumprir o Regulamento (UE) 2016/425, garantindo a proteção necessária durante a observação do fenómeno.
Além disso, a Ciência Viva desaconselha a utilização de telemóveis, máquinas fotográficas ou câmaras de vídeo para fotografar ou filmar o eclipse sem filtros solares próprios, uma vez que a intensidade da luz pode danificar os sensores dos equipamentos.
O eclipse terá início por volta das 18:30 e prolongar-se-á até cerca das 20:30. Em Portugal continental, será visível de forma parcial na maioria do território, com uma ocultação entre 92% e 99% do sol. Já numa pequena faixa do Parque Natural de Montesinho, no distrito de Bragança, será possível assistir ao único eclipse solar total visível em território nacional.
Trata-se de um fenómeno verdadeiramente raro. O último eclipse total do sol observado em Portugal aconteceu em 1912, há 114 anos, e o próximo apenas deverá ocorrer em 2144, tornando este num acontecimento histórico que dificilmente voltará a ser visto pelas gerações atuais.

















