O filme 'Pai Nosso: Os Últimos Dias de Salazar' chegou esta quinta-feira, dia 28, aos cinemas. A data foi escolhida para assinalar o centenário do golpe de 28 de maio de 1926, que abriu caminho à ditadura militar e ao Estado Novo. A longa-metragem, do realizador José Filipe Costa, debruça-se sobre a vida de António de Oliveira Salazar depois do AVC que o fez cair da cadeira e consequente farsa dos seus últimos dias, quando ainda acreditava ser presidente do Conselho.
A linha temporal da película centra-se no que aconteceu depois da queda da cadeira, em 1968. Durante os dois anos seguintes, Salazar viveu doente, com alucinações e momentos cinzentos. Todos à sua volta, incluindo Maria de Jesus, governanta do Palácio de São Bento e sua confidente, envolveram-no em mentiras para que continuasse a acreditar que ainda presidia o Conselho, apesar de Marcelo Caetano já ter assumido o cargo.
O cineasta partiu dos diários do médico pessoal de Salazar para construir o enredo. Foi assim que criou uma história com dilemas sociais e que suscita a reflexão do público.
Na estreia nos Países Baixos, no Festival de Roterdão, recorde-se, o filme foi distinguido com os prémios de Melhor Ficção e Melhor Caracterização. A atriz Catarina Avelar venceu a Melhor Interpretação, com a personagem Maria de Jesus.
















