A descoberta de petróleo pela Petrobras na Foz do Amazonas está a transformar-se também num tema da campanha presidencial brasileira. Lula da Silva, candidato a um novo mandato nas eleições de outubro, participou desde janeiro em dez eventos públicos ao lado da presidente da petrolífera estatal, Magda Chambriard.
O momento de maior impacto aconteceu no Amapá, quando Lula, Chambriard e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estiveram a bordo da sonda que perfura o poço Morpho. A Petrobras confirmou a existência de petróleo, embora tenha sublinhado que ainda não é possível determinar a dimensão das reservas nem garantir a sua exploração comercial.
A utilização política do anúncio está, entretanto, a levantar dúvidas. Especialistas em Direito Eleitoral admitem que a presença presidencial poderá suscitar questões à luz da legislação das eleições. Também existem interrogações sobre a forma como informação potencialmente relevante para o mercado foi divulgada. A Presidência brasileira garante que a participação de Lula teve carácter exclusivamente institucional e se justificou pela importância estratégica da descoberta para a soberania energética do país.

















