Entre quatro e cinco milhões de brasileiros poderão ter nas mãos a decisão sobre quem será o próximo Presidente do Brasil. Trata-se de uma faixa correspondente a cerca de 3% do eleitorado que votou em Lula da Silva em 2022, mas que agora demonstra resistência em repetir a escolha nas presidenciais deste ano.
A importância deste grupo ganha ainda maior dimensão num cenário marcado por eleições cada vez mais equilibradas. A disputa presidencial brasileira de 2022 terminou com uma diferença de apenas 1,8 pontos percentuais entre Lula e Jair Bolsonaro. Na América Latina, outros atos eleitorais recentes foram decididos por margens ainda menores: 0,96 pontos na Colômbia e 0,27 no Peru.
Lula inicia a corrida de 2026 numericamente à frente, mas recuperar a confiança destes eleitores poderá ser decisivo. O Presidente conta com a vantagem tradicional de quem ocupa o poder: visibilidade institucional e capacidade para anunciar medidas com impacto popular. A história recente brasileira mostra, porém, que a reeleição nunca está garantida. Jair Bolsonaro foi o primeiro Presidente desde a redemocratização a procurar um segundo mandato consecutivo e a ser derrotado nas urnas.

















