As obras de Banksy, um dos artistas urbanos mais influentes da atualidade e cuja identidade continua desconhecida, já custaram cerca de 175 mil euros aos contribuintes em Londres, entre despesas de limpeza e segurança.

Conhecido pelas obras que surgem inesperadamente em paredes e edifícios, Banksy tornou-se uma das figuras mais reconhecidas da arte urbana. Os seus trabalhos já foram roubados, apagados e até vendidos em leilões por milhões de euros, mas a sua presença no espaço público também representa custos para as autoridades.

O porta-voz do Partido Conservador para a Justiça, Nick Timothy, criticou precisamente esta situação. O político considerou “indignante” que seja necessário utilizar dinheiro dos contribuintes para limpar “os estragos” provocados pelo artista.

Timothy afirmou ainda que Banksy “parece acreditar que tem o direito de danificar edifícios públicos com impunidade”, defendendo uma maior responsabilização pelos custos associados às suas intervenções.

A crítica de arte Estelle Lovatt tem uma visão diferente. Para a especialista, o trabalho de Banksy tem um impacto significativo na cidade, atraindo milhares de turistas e aproximando a arte do público.

Lovatt considera que as obras “unem as pessoas” e tornam a arte mais acessível, uma vez que podem ser apreciadas gratuitamente nas ruas, sem necessidade de entrar numa galeria ou comprar bilhete.

O fenómeno Banksy continua, assim, a ter duas faces. Enquanto as autoridades enfrentam despesas para limpar, preservar ou proteger as intervenções, as obras contribuem também para o interesse turístico e cultural de Londres.