As contas públicas brasileiras enfrentam uma pressão de grandes dimensões. Uma nota técnica da Consultoria de Orçamentos do Senado concluiu que o Governo tem 105,5 mil milhões de reais (17,5 mil milhões de euros) em despesas sem cobertura orçamental suficiente em 2026, considerando compromissos deste ano e pagamentos transitados de exercícios anteriores.
Saúde e Educação estão entre os ministérios mais atingidos. No conjunto das pastas governamentais existem 330,9 mil milhões de reais em despesas não obrigatórias, mas apenas 225,4 mil milhões disponíveis, já depois do bloqueio orçamental em vigor. A diferença representa 31,9% do total.
O problema poderá ter consequências muito concretas: segundo a análise, podem faltar recursos para cirurgias, distribuição de livros escolares e manutenção das universidades federais. Apesar de a equipa económica ter libertado recentemente 5,7 mil milhões de reais, mantém-se um bloqueio de 17,9 mil milhões para assegurar o cumprimento das regras fiscais. O Ministério do Planeamento garante que as restrições poderão ainda ser revistas.

















