A transparência patrimonial do Presidente da República, António José Seguro, regressou ao centro do debate político depois de o semanário Nascer do Sol revelar hoje novas alegadas omissões e incongruências nas declarações de rendimentos e interesses entregues à Entidade para a Transparência.
A investigação do semanário sustenta que o património financeiro declarado pelo então candidato presidencial passou de cerca de 188 mil euros, em dezembro, para aproximadamente 1,2 milhões de euros poucos meses depois, na sequência de uma atualização apresentada já após as eleições.
Segundo a publicação, a atualização incluiu bens e participações detidos pela mulher do chefe de Estado, bem como ativos ligados a empresas familiares. O jornal refere ainda que Seguro não terá inicialmente declarado a totalidade das participações em sociedades comerciais nem alguns rendimentos provenientes da sua atividade profissional após a saída da política, incluindo remunerações recebidas por funções desempenhadas em Bruxelas.
O Nascer do Sol recorda igualmente que já durante a campanha presidencial tinham sido levantadas dúvidas sobre o conteúdo da declaração de património, levando a candidatura a proceder a correções e esclarecimentos públicos.
A equipa de António José Seguro tem defendido que todas as alterações resultaram da necessidade de adaptar a informação às exigências legais e que não existiu qualquer intenção de ocultar património.
Apesar dessas explicações, o caso reacende o debate sobre o rigor e a transparência exigidos ao mais alto magistrado da Nação, numa matéria particularmente sensível para quem fez da confiança dos cidadãos e da integridade institucional uma das principais bandeiras da sua candidatura à Presidência da República.















