Gianni Infantino, de 56 anos, está a movimentar-se para conseguir apoios a uma proposta que poderá transformar profundamente o Mundial 2030, organizado por Portugal, Espanha e Marrocos. Segundo o The Times, o presidente da FIFA pretende apoiar a expansão excecional da competição para 64 seleções, procurando conquistar o apoio das federações sul-americanas num momento particularmente delicado da sua liderança.

A situação ganhou dimensão política com a entrada em cena de Donald Trump, que veio publicamente em defesa de Infantino depois da polémica provocada pelo projeto de venda de participações no Mundial a investidores privados. O jornal britânico tinha revelado anteriormente que essa iniciativa colocou o dirigente numa luta pela sobrevivência à frente da FIFA.

O Mundial de 2030 terá Portugal, Espanha e Marrocos como anfitriões, além de jogos comemorativos na Argentina, Paraguai e Uruguai. Outra batalha está já em curso: Marrocos pretende receber a final, disputando-a com Madrid. A FIFA nega, contudo, que Infantino tenha assumido qualquer compromisso sobre o local do jogo decisivo.