Sempre sonhou ser agente da Polícia de Segurança Pública (PSP), mas tem receio que as tatuagens ou outras alterações corporais impeçam a entrada na força de segurança? Não se preocupe, a polícia voltou a esclarecer os critérios aplicados durante os processos de recrutamento, explicando quais as situações que podem impedir a entrada na instituição.

De acordo com a PSP, existem zonas do corpo onde as tatuagens são totalmente proibidas quando visíveis com o uniforme. É o caso das mãos até à linha do pulso, do pescoço e da cabeça. Os candidatos que possuam tatuagens nestas áreas apenas poderão continuar no concurso caso manifestem a intenção de as remover e concluam esse processo até ao final do recrutamento.

Há ainda áreas consideradas condicionadas, como os antebraços e a parte inferior das pernas, abaixo do joelho. Nestes casos, as tatuagens são permitidas, mas terão de permanecer ocultas através do uniforme ou de mangas ajustadas de cor neutra.

Já nas restantes zonas do corpo, as tatuagens são autorizadas, desde que respeitem determinadas regras. "Não podem ser ostentadas em nenhuma parte tatuagens que contenham símbolos palavras ou desenhos de natureza partidária, extremista, racista ou incentivo à violência", esclarece a PSP.

A força policial explica ainda que são proibidos "os adornos ou tatuagens representativas de organizações ou movimentos partidários, frases, slogans ou político". Também não são aceites "os adornos ou tatuagens afiliados, descritivos ou simbólicos de filosofias, organizações ou atividades extremistas que identifiquem filosofias, grupos ou atividades que promovam o ódio ou a intolerância racial, de género ou étnica, defendam ou pratiquem a discriminação com base na raça, cor da pele, género, etnia, religião ou nacionalidade e encorajem a violência ou outros meios ilícitos de privação dos cidadãos dos seus direitos salvaguardados pela Lei".

Além das tatuagens, a PSP avalia outras formas de modificação corporal. São excluídos do recrutamento candidatos que apresentem alterações como orifícios dilatados nos lóbulos das orelhas superiores a 1,5 milímetros, modificações nas orelhas conhecidas como "elfing" ou práticas de escarificação, que consistem na criação intencional de cicatrizes.

Segundo a PSP, estas regras fazem parte da avaliação realizada durante os concursos de admissão, sendo analisadas todas as tatuagens e alterações corporais dos candidatos.