A Digi encerrou o primeiro semestre de 2026 em Portugal com cerca de 960 mil serviços ativos, um crescimento de 21,7% face ao mesmo período do ano passado. A operação portuguesa registou ainda receitas de 37,2 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, mais 5,33% em termos homólogos.
Os dados constam do relatório financeiro divulgado esta sexta-feira, dia 14, pela operadora romena. Entre abril e junho, a Digi Portugal alcançou receitas de 18,9 milhões de euros, o que representa uma subida de 9,2% relativamente aos 17,3 milhões registados no segundo trimestre de 2025.
O crescimento do número de serviços foi impulsionado sobretudo pelo segmento móvel. Dos 960 mil serviços ativos contabilizados no final de junho, 545 mil eram móveis, mais 29,8% do que um ano antes. Já o negócio fixo representava 415 mil serviços.
Dentro deste segmento, o número de clientes de internet e dados aumentou 29,2%, para 186 mil.
Apesar do aumento das receitas e da base de clientes, a Digi conseguiu também reduzir os custos da operação em Portugal. Entre janeiro e junho, as despesas operacionais fixaram-se nos 52,4 milhões de euros, menos 6,4 milhões face aos 58,8 milhões registados no mesmo período de 2025.
Também no segundo trimestre houve uma redução dos custos, que passaram de 32,4 milhões de euros no ano passado para 26,1 milhões de euros.
A evolução da operação portuguesa contrasta com os resultados globais do grupo. A Digi registou um prejuízo de 45,92 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2026, depois de ter alcançado um lucro de 10,34 milhões no primeiro semestre do ano anterior.
As perdas agravaram-se entre abril e junho, período em que o resultado líquido negativo chegou aos 31,4 milhões de euros, depois de um prejuízo de 14,5 milhões nos primeiros três meses do ano.
A nível consolidado, o grupo Digi terminou o semestre com receitas de 1.190 milhões de euros e um EBITDA de 411,7 milhões de euros.
Entre os mercados onde está presente, Portugal foi responsável por receitas superiores às registadas em Itália e na Bélgica. Ainda assim, ficou atrás da Roménia e de Espanha, que alcançaram receitas de 623,3 milhões e 515 milhões de euros, respetivamente. Itália e Bélgica geraram, em conjunto, 17,8 milhões de euros.

















