As declarações de Luiz Inácio Lula da Silva, de 80 anos, sobre Neymar (34) estão a gerar forte polémica no Brasil, numa altura em que a seleção disputa o Mundial 2026.
Durante um evento em Belo Horizonte, o presidente brasileiro ironizou com a presença do avançado do Santos na convocatória de Carlo Ancelotti, descrevendo-o como "o primeiro jogador do mundo em home office" ou "teletrabalho", numa referência ao facto de o craque estar lesionado e ainda não ter disputado qualquer minuto na competição.
"Neymar nem está a jogar. É o primeiro convocado em home office do mundo', atirou Lula, acrescentando, em tom de brincadeira, que um dia a seleção poderá ser formada por inteligência artificial "com 11 Pelés".
As palavras do chefe de Estado rapidamente dividiram opiniões nas redes sociais e nos meios políticos. A controvérsia ganha uma dimensão adicional devido ao histórico político do jogador. Neymar foi um dos mais mediáticos apoiantes de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2022 e continua a ser uma figura próxima do universo bolsonarista.
Nos últimos meses, o Partido Liberal (PL) chegou mesmo a associar a imagem do craque à de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, através de campanhas nas redes sociais.
Enquanto prossegue a recuperação física, Neymar permanece integrado na comitiva brasileira, mas continua sem data definida para a estreia no Mundial, alimentando um debate que já ultrapassou as quatro linhas.

















