São Paulo enfrenta um novo alerta de saúde pública devido ao aumento dos casos de sarampo. O Estado já contabiliza 23 casos confirmados em 2026, sendo 20 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Perante o avanço da doença, as autoridades reforçaram a vacinação e ampliaram os locais onde a população pode receber o imunizante.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode ser transmitido através do ar, quando uma pessoa infetada tosse, espirra, fala ou respira. O vírus pode circular com facilidade em ambientes fechados e entre pessoas que não estejam devidamente protegidas pela vacinação.

Os primeiros sintomas podem surgir com febre alta, tosse seca, corrimento nasal, conjuntivite e mal-estar. Alguns dias depois, aparecem manchas vermelhas na pele, inicialmente no rosto e atrás das orelhas, que podem espalhar-se posteriormente pelo restante do corpo.

Apesar de muitas pessoas recuperarem sem complicações, o sarampo pode provocar quadros graves, sobretudo em crianças pequenas. Entre as possíveis complicações estão pneumonia, infeções nos ouvidos e inflamação do cérebro. Por isso, a identificação dos sintomas e a procura por avaliação médica são importantes.

A vacinação continua a ser a principal forma de prevenção. Em São Paulo, a estratégia foi ampliada e passou a abranger todas as pessoas entre os seis meses e os 59 anos na capital, em São Bernardo do Campo e em Guarulhos, independentemente do histórico de vacinação, desde que não existam contraindicações.

A campanha de vacinação decorre até 1 de setembro. Na capital paulista, a imunização também está a ser levada para locais de grande circulação, incluindo estações de metro, supermercados, padarias, academias e centros comerciais, numa tentativa de facilitar o acesso da população.

A cidade de São Paulo terá ainda um Dia D de vacinação, em 22 de agosto. Nesta data, as 483 Unidades Básicas de Saúde da capital estarão abertas das 08:00 às 17:00.

O aumento dos casos reforça a importância de verificar a situação vacinal e procurar um serviço de saúde em caso de dúvidas. A vacinação é considerada a principal ferramenta para interromper a circulação do vírus e reduzir o risco de novos casos.