Hoje em dia fala-se cada vez mais em saúde mental, e ainda bem que assim é pois é importante haver consciência dos problemas existentes nessa área. Consultas de psicologia, acompanhamento psiquiátrico, terapia – deixaram de ser assunto reservado e passaram a fazer parte da vida de muitas famílias. Apesar disso, continua a existir uma distância grande entre reconhecer que precisamos de ajuda e saber se o seguro que temos paga essa ajuda, e é aqui que convém não assumir nada como garantido.
A ideia mais comum é esta: "tenho seguro de saúde, logo as consultas de psicologia estão cobertas". Só que nem sempre é assim, e o mesmo raciocínio vale para a psiquiatria, áreas com regras próprias em redor das quais é frequente encontrar seguros nos quais a saúde mental está prevista apenas de forma parcial, tem limites claros, ou fica mesmo excluída.
Comecemos pela diferença entre psicologia e psiquiatria. A psicologia trabalha através da terapia e do acompanhamento psicológico, enquanto a psiquiatria é uma especialidade médica, com avaliação clínica e, quando necessário, prescrição de medicação. Como é natural depois de olharmos para estas diferenças, muitos seguros cobrem uma e não consideram a outra, ou cobrem ambas mas com condições diferentes.
Um seguro pode incluir consultas de psiquiatria sem grande dificuldade e, ao mesmo tempo, limitar severamente as sessões de psicologia – precisamente as que exigem continuidade ao longo de meses.
Depois há a questão dos limites. Quantas sessões estão permitidas por ano? Há um número máximo? Existe um valor por sessão que o seguro reembolsa e fica o restante por conta da família? É exigida uma prescrição médica prévia para aceder à psicologia? É necessária autorização antes de iniciar o acompanhamento? Estas perguntas parecem técnicas, mas determinam se a terapia começa na próxima semana ou se fica adiada para uma melhor oportunidade.
Há ainda a questão do acesso. O psicólogo ou psiquiatra que lhe foi recomendado está na rede? Se estiver fora, o seguro reembolsa? Em que percentagem? Com que documentos? E se o profissional for da rede, qual a lista de espera? Em saúde mental o tempo conta, e uma resposta tardia pode pesar mais do que o custo.
O erro mais frequente é começar o acompanhamento, pagar do próprio bolso, e só depois perceber que havia cobertura disponível – ou o contrário, contar com o seguro e descobrir que não estava previsto. Em saúde mental, esta surpresa chega sempre em mau momento. É por isso necessário confirmar antes, e saber o que está previsto na proteção contratada: que especialidades, quantas sessões, com que limites, que rede, que reembolso.
É um trabalho que se faz bem com quem conhece o seguro e o mercado. Um corretor como os profissionais da SABSEG ajuda a ler as condições, a esclarecer o que está previsto e a identificar alternativas quando a cobertura não responde ao que a família precisa. Afinal, cuidar da saúde mental já exige coragem suficiente, não sendo necessário descobrir à pressa e na pior altura aquilo que o seguro não cobre.
















