Luiz Inácio Lula da Silva, de 80 anos, ampliou sua vantagem na corrida eleitoral para 2026, segundo os resultados da quarta pesquisa de intenção de voto realizada pelo instituto BTG/Nexus. O levantamento, realizado, entre os dias 12 e 14 de junho, mostra uma consolidação da tendência favorável ao atual presidente, num momento marcado por importantes acontecimentos na relação entre Brasil e Estados Unidos.
No principal cenário de primeiro turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto, registrando um crescimento de dois pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. Já o senador Flávio Bolsonaro recuou dois pontos, passando para 33%. Com isso, a diferença entre os dois candidatos aumentou de cinco para nove pontos percentuais.
No grupo dos demais concorrentes, não houve alterações significativas. Os governadores Ronaldo Caiado e Renan Santos surgem empatados com 4% das intenções de voto cada um, mantendo-se distantes da disputa principal.
A pesquisa revela ainda mudanças relevantes nos índices de rejeição. A taxa de rejeição de Lula permaneceu em 47%, mantendo a trajetória de melhora observada desde março. Já Flávio Bolsonaro viu sua rejeição crescer para 52%, o maior patamar registrado até agora pelo levantamento.
Outro dado considerado significativo é a avaliação do governo federal. Pela primeira vez desde o início da série de pesquisas, a aprovação da gestão Lula superou a reprovação, alcançando 48% contra 47%.
O trabalho de campo ocorreu após duas decisões que movimentaram o debate político e econômico: a classificação, pelo governo do presidente Donald Trump, das facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e o anúncio da possibilidade de novas tarifas de até 37,5% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos.
Além das intenções de voto, o estudo analisou a percepção dos brasileiros sobre essas medidas e seus potenciais impactos na economia e na segurança pública.
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06645/2026, a pesquisa ouviu 2.017 eleitores em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

















