O escaldante Standard de Liège-Charleroi terminou em clima de violência, no estádio Maurice Dufrasne, em Sclessin, depois da vitória dos visitantes, por 2-0, em jogo dos play-offs da Bélgica. O que começou como uma noite decisiva no plano desportivo acabou marcado por invasão de relvado, confrontos entre adeptos, intervenção policial, feridos, danos materiais e a abertura de investigações às circunstâncias que precipitaram os incidentes.

Segundo a Polícia de Liège, citada pelo The Brussels Times, quatro adeptos ficaram feridos e seis pessoas foram detidas por infrações relacionadas com a legislação do futebol. Vários veículos das autoridades foram danificadas, e os confrontos alastraram para o exterior do estádio, onde foram lançados engenhos pirotécnicos, pedras e garrafas.

A tensão aumentou após o apito final. Os jogadores do Charleroi celebraram primeiro junto do setor visitante, alguns gestos foram interpretados como provocatórios, por adeptos do Standard, e seguiu-se a entrada em campo de, pelo menos, um adepto da equipa da casa, que terá tentado retirar uma bandeira do Charleroi. A partir daí, parte dos ultras visitantes saiu do respetivo setor e envolveu-se em confrontos com os rivais, antes de nova invasão no relvado.

O presidente da câmara de Liège, Willy Demeyer, condenou os acontecimentos e avisou que os incidentes "não ficarão sem consequências". As autoridades anunciaram novas diligências, incluindo análise de imagens de videovigilância e de gravações do estádio. A investigação deverá também incidir sobre o comportamento de alguns jogadores no final do encontro, uma vez que as celebrações e eventuais provocações estão no centro da sequência que levou à escalada de violência.