A pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, de 45 anos, começou a dar sinais mais claros de turbulência política. No mesmo dia em que o publicitário Marcello Lopes, conhecido como 'Marcellão', anunciou a saída da equipa de comunicação do senador, dirigentes do Republicanos passaram a discutir internamente a possibilidade de lançar o senador mineiro Cleitinho Azevedo como alternativa da direita para 2026.

Nos bastidores de Brasília, a leitura é de que o 'barco' de Flávio começou a meter água após o desgaste provocado pela repercussão das conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro. O episódio gerou desconforto entre aliados e abriu espaço para movimentações políticas dentro do próprio campo conservador.

Marcellão comunicou a saída alegando motivos pessoais e dedicação aos negócios privados. Ainda assim, integrantes da campanha admitem que o ambiente interno se deteriorou nos últimos dias. A tendência é de que o publicitário Eduardo Fischer assuma o comando da comunicação da pré-candidatura.

Ao mesmo tempo, o Republicanos começou a testar o nome de Cleitinho em pesquisas nacionais. O senador mineiro é visto como um político com forte apelo popular, grande presença nas redes sociais e capacidade de dialogar diretamente com o eleitorado bolsonarista.

Até há poucas semanas, Cleitinho era tratado como aliado estratégico de Flávio Bolsonaro, em Minas Gerais. Agora, porém, o avanço das discussões dentro do Republicanos mostra que parte da direita já procura um 'plano B' para a corrida presidencial de 2026.