Oito militares venezuelanos, entre os quais um general-de-brigada, foram colocados em liberdade após cumprirem as respetivas penas por envolvimento numa alegada conspiração, em 2017, para derrubar o governo de Nicolás Maduro. A informação foi confirmada e divulgada pela organização não-governamental (ONG) Foro Penal, que acompanha a situação dos detentos no país.
Os oficiais, ligados ao chamado 'Caso Paraquedistas', tinham sido condenados pela justiça militar da Venezuela sob as acusações formais de "instigação à rebelião" e "traição à pátria". As libertações acontecem no âmbito de uma nova etapa de libertações de presos políticos impulsionada pela Lei de Amnistia, em vigor desde fevereiro sob o governo interino de Delcy Rodríguez.
De acordo com o balanço mais recente, apresentado pela Foro Penal, o país ainda contabiliza cerca de 409 presos políticos nas suas penitenciárias. A comissão parlamentar que acompanha o processo de amnistia argumentou que o exame de vários casos demorou devido à forte polarização política que existia no país antes da transição de poder.

















