Depois de um arranque de junho mais instável, o verão promete afirmar-se em força nos próximos dias. As previsões apontam para a chegada de uma nova massa de ar quente proveniente do Norte de África, que poderá fazer disparar as temperaturas para valores superiores a 40 graus em várias regiões da Península Ibérica.

De acordo com os modelos meteorológicos do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), a partir de domingo, dia 21, precisamente o primeiro dia do verão, Portugal continental, Espanha e França deverão sentir os efeitos desta vaga de calor, com temperaturas excecionalmente elevadas que poderão prolongar-se, pelo menos, até sexta-feira, dia 26.

Os mapas do modelo europeu colocam várias zonas dos três países na faixa dos 40 ºC ou mais, sendo que, no território espanhol junto à fronteira com Portugal, os valores poderão atingir entre 44 ºC e 48 ºC.

Em Portugal, as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) acompanham esta tendência. Os distritos de Beja, Castelo Branco e Évora já apresentam máximas previstas acima dos 40 ºC, enquanto muitas outras regiões deverão aproximar-se desse patamar.

Também o instituto meteorológico francês, Météo-France, antecipa uma onda de calor para os próximos dias, reforçando o cenário desenhado pelos principais modelos europeus.

Além das temperaturas elevadas, espera-se que o início do verão seja marcado por tempo predominantemente seco em praticamente todo o território continental, com apenas uma reduzida probabilidade de aguaceiros localizados e isolados.

Ainda assim, os especialistas lembram que estas previsões estão sujeitas a alterações, uma vez que o grau de incerteza aumenta à medida que o horizonte temporal se afasta.

Se o cenário se confirmar, esta será a segunda onda de calor a atingir Portugal em 2026. A primeira ocorreu em maio e entrou para a história como a terceira mais longa de sempre registada no País em termos de duração média, prolongando-se por 9,3 dias e estabelecendo 25 novos recordes de temperatura máxima.

Nesse episódio foi ainda batido um novo extremo absoluto para o mês de maio, quando Mora registou 40,3 ºC. As estações meteorológicas de Mora, no distrito de Évora, e de Alvega, em Abrantes, ultrapassaram inclusivamente o anterior recorde nacional para este mês, que era de 40 ºC e tinha sido registado no Pinhão.