Há momentos na história da tecnologia que marcam verdadeiramente o fim de uma era. Este é um deles. Tim Cook, de 65 anos, cumpriu esta segunda-feira, dia 31, o seu último dia como CEO da Apple, encerrando 15 anos à frente de uma das empresas mais importantes e valiosas do mundo.
Escolhido por Steve Jobs para lhe suceder em 2011, Cook nunca tentou ser uma cópia do fundador da Apple. Especialista em operações, produção e cadeias de abastecimento, transformou sobretudo a dimensão industrial e financeira da empresa, levando a capitalização bolsista de cerca de 350 mil milhões de dólares para perto dos 4 biliões.
A era Cook ficou também marcada por uma expansão significativa do ecossistema de produtos e serviços da Apple. O Apple Watch, lançado em 2015, tornou-se uma nova plataforma centrada cada vez mais na saúde e no desporto, enquanto os AirPods, apresentados em 2016, transformaram os pequenos auscultadores sem fios num fenómeno global e deram um enorme impulso ao negócio de wearables. O iPhone X, de 2017, eliminou o botão Home e introduziu o Face ID, definindo a linguagem visual dos iPhones durante vários anos. Ao longo da liderança de Cook, terão sido vendidos aproximadamente 3,1 mil milhões de iPhones, enquanto a base instalada da Apple ultrapassou os 2,5 mil milhões de dispositivos ativos em todo o mundo.
A partir desta terça-feira (1) John Ternus assume oficialmente a liderança, enquanto Cook continuará ligado à empresa como presidente executivo do conselho de administração.

















