A visita de Vladimir Putin, de 73 anos, ao Cazaquistão ficou marcada por um aparato de segurança invulgarmente pesado, revelador do nível de proteção que acompanha atualmente as deslocações internacionais do presidente russo.
Nas ruas de Astana, o cortejo presidencial integrou dezenas de viaturas, incluindo carros blindados, escolta de motas e pelo menos um veículo militar identificado por analistas como podendo estar equipado para funções de proteção armada.
As imagens divulgadas mostram ainda acompanhamento aéreo por helicóptero e a presença de polícias e militares ao longo do percurso, com restrições temporárias de trânsito impostas pelas autoridades cazaques.
Segundo relatos da imprensa internacional, a operação envolveu meios das forças de segurança, serviços especiais e Forças Armadas, num contexto de forte vigilância em torno da deslocação do líder do Kremlin.
O dispositivo, mais próximo de um cenário de ameaça elevada do que de uma visita protocolar comum, surge num momento em que Moscovo reforça a segurança de Putin, em particular perante o risco de ataques com drones e a tensão associada à guerra na Ucrânia. A dimensão da escolta tornou-se, por isso, um dos sinais políticos da viagem.
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