Uma criança de oito anos, com paralisia cerebral e uma incapacidade de 95%, continua formalmente matriculada numa escola da Maia, apesar de viver há cerca de um ano em Almada, revela a edição do Correio da Manhã.
A mãe, Ana Caldeira, tentou transferi-la através do Portal das Matrículas e indicou cinco estabelecimentos, começando pela escola mais próxima de casa, mas todas as opções ficaram sem colocação. A situação ganha contornos ainda mais incompreensíveis porque a menina, que não anda nem fala, foi inscrita no 3.º ano no Norte, embora tenha frequentado apenas o 1.º ano. A família já conseguiu mudar o médico de família e os tratamentos de fisioterapia, mas não a escola, impedindo a criança de regressar às aulas e de conviver com outros alunos.
O Ministério da Educação reconhece que permanecem centenas de casos por resolver, sobretudo na Grande Lisboa e na Península de Setúbal, atribuindo muitos dos atrasos a matrículas tardias e mudanças de residência. Nos últimos dois dias terão sido colocados 974 alunos, dos quais 569 em Almada, Sintra e Amadora e 405 em Lisboa.
A transferência passou para a recém-criada Agência para a Gestão do Sistema Educativo, estrutura que integrou os serviços da antiga Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares. Até ao fecho da edição, a tutela não tinha apresentado uma solução concreta para esta criança.
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