O curso de formação de guardas da GNR que decorria em Portalegre foi interrompido depois de terem sido detetados percevejos nas instalações onde estão alojados os formandos. A denúncia foi feita esta terça-feira, dia 15, pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), que fala em condições "absolutamente indignas" e reclama uma intervenção urgente.
Segundo a APG/GNR, o problema não se limita aos percevejos. Também terão sido encontradas baratas nos alojamentos utilizados por mais de 400 militares. Os formandos estão instalados em contentores provisórios que, de acordo com a associação, são utilizados há cerca de três décadas. Cada quarto acolhe 20 elementos, distribuídos por beliches, e não dispõe de climatização.
Perante a infestação, a formação acabou por ser suspensa, situação que a estrutura representativa dos militares considera particularmente grave. A APG/GNR alerta mesmo para a possibilidade de as atuais condições representarem um problema de saúde pública e exige medidas imediatas que permitam resolver a situação e retomar o curso em segurança.
A associação aproveita ainda o caso para voltar a denunciar aquilo que considera serem sucessivos atrasos na melhoria das infraestruturas da Guarda. Em causa estão projetos de requalificação das atuais instalações e de construção de novos espaços destinados à GNR, cuja concretização tem vindo a ser adiada.
A APG/GNR reclama agora uma resposta rápida das autoridades competentes, tanto para eliminar a infestação como para garantir condições adequadas de alojamento aos mais de 400 formandos.


















