O Banco Nacional de Angola deu um novo sinal de flexibilização da política monetária ao reduzir a Taxa BNA de 15,75 para 14,75 por cento e a facilidade permanente de cedência de liquidez de 16,75 para 15,75%. A taxa de absorção de liquidez foi igualmente cortada, de 14,75% para 13,75%, enquanto as reservas obrigatórias desceram de 17,5 para 16,5 por cento.
A intenção é tornar o acesso ao dinheiro mais barato para a banca comercial e libertar liquidez que possa chegar ao crédito às empresas e às famílias, uma tese que economistas ouvidos pelo 24Horas consideram que a medida poderá, se for transmitida pelos bancos, reduzir o custo do crédito à habitação, ao consumo e ao investimento.
O desafio está precisamente nessa transmissão: baixar a taxa diretora não significa que todas as taxas comerciais desçam automaticamente, sendo que o BNA reviu também em alta a previsão de crescimento do PIB para 6,15 por cento, apoiado sobretudo na economia não petrolífera.
O risco é que a liquidez adicional alimente consumo e pressão cambial sem aumento equivalente da produção. Por isso, a eficácia da medida dependerá da capacidade do sistema financeiro transformar liquidez em crédito produtivo, investimento e emprego.
A base monetária em moeda nacional cresceu 18,68 por cento em termos homólogos, enquanto o crédito à economia avançou 11,72%, sinalizando que a liquidez existe, mas ainda é necessário medir o seu efeito real na atividade produtiva.

















