O banqueiro Mário Palhares está de regresso ao Banco Nacional de Angola (BNA), instituição onde iniciou uma parte relevante do seu percurso profissional. O gestor foi nomeado pelo Presidente da República, João Lourenço, para presidir ao Comité de Remunerações do banco central, através de um decreto assinado a 10 de Setembro.

Previsto na Lei do BNA, o Comité de Remunerações funciona como órgão independente, tendo a responsabilidade de aprovar e acompanhar a aplicação do estatuto remuneratório dos membros dos órgãos sociais da instituição.

A estrutura é constituída por um representante indicado pelo Titular do Poder Executivo, que assume a presidência, um antigo governador escolhido pelo Conselho de Administração e um terceiro elemento designado pelos dois primeiros.

Aos 77 anos, Mário Palhares é uma das figuras mais experientes do sistema financeiro angolano. Depois de ter passado pelo antigo Banco de Angola, exerceu funções de administrador e vice-governador do BNA entre 1991 e 1997, acompanhando a transição para uma economia de mercado.

Participou na criação do Banco de Comércio e Indústria e foi também um dos fundadores do Banco Angolano de Investimentos. Em 2006, esteve na fundação do Banco de Negócios Internacional, que liderou durante vários anos e cuja expansão conduziu à criação do BNI Europa, em Portugal.

A sua nomeação entrega a supervisão das remunerações do banco central a um gestor com mais de cinco décadas de experiência na banca.