O número de mortos associados ao ataque desta tarde no centro de Cracóvia subiu para nove. O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, revelou esta noite que a polícia encontrou os corpos de três pessoas, duas mulheres e um homem, na casa do atirador, em Ostrowiec Świętokrzyski. Segundo Tusk, tudo indica que se trata de familiares diretos do suspeito.

O anúncio foi feito em Cracóvia, para onde o chefe do Governo se deslocou depois do ataque, no final de uma reunião com os responsáveis das forças de segurança. Tusk classificou o caso como uma "tragédia excecional". A polícia confirmou depois, em comunicado, a descoberta dos três corpos.

O ataque aconteceu pouco depois das 15:00 locais (14:00 em Lisboa), na Praça do Mercado, no coração turístico da cidade. Um homem chegou de carro e abriu fogo, matando seis pessoas e ferindo mais de uma dezena. Entre os feridos estão dois polícias, que já foram operados e estão estáveis.

O suspeito é um cidadão polaco de 24 anos, nascido em 2002. Foi baleado pelos agentes e detido, estando internado num hospital de Cracóvia, onde já foi submetido a cirurgias. O ministro do Interior, Marcin Kierwiński, adiantou que tudo indica que o atacante tinha ideias ultranacionalistas, embora o caso ainda exija uma investigação aprofundada. No carro foram encontradas várias armas. As autoridades admitem que a arma usada tenha vindo de casa dos pais, uma vez que o pai tinha licença de porte. As unidades antiterroristas foram envolvidas na investigação.

Kierwiński sublinhou a rapidez da resposta policial, que, segundo o ministro, evitou uma tragédia ainda maior. Os primeiros disparos dos agentes aconteceram cerca de três minutos depois do primeiro alerta.

O Presidente da Polónia, Karol Nawrocki, iniciou o procedimento para decretar dois dias de luto nacional, que terá de ser contra-assinado por Tusk. O presidente da Câmara de Cracóvia, Łukasz Gibała, decretou luto municipal até quarta-feira.