O Governo angolano elegeu quatro segmentos prioritários para transformar o turismo numa fonte efetiva de crescimento económico: eventos, sol e praia, natureza e turismo de luxo e bem-estar. A estratégia foi analisada pela Comissão Económica do Conselho de Ministros, numa reunião dirigida pelo Presidente João Lourenço.
O Estado tem em curso uma carteira de investimentos públicos de cerca de 700 milhões de dólares, destinada a criar infraestruturas em zonas consideradas estratégicas. Cabo Ledo, Namibe, Baía das Pipas, Baía dos Três Irmãos, Tômbwa e Quicombo estão entre os locais abrangidos.
O turismo de eventos deverá beneficiar de novas estruturas, incluindo um Palácio de Convenções. No turismo de natureza, uma das principais apostas é o Okavango, integrado numa vasta área transfronteiriça de conservação. Já a Foz do Cunene e as Quedas de Kalandula são apontadas como destinos capazes de atrair visitantes de maior poder de compra.
O Executivo pretende agora captar capital privado, conceder espaços para projetos de ecoturismo e aumentar o emprego local, procurando transformar os 1.600 quilómetros de costa e o património natural angolano numa verdadeira indústria turística.
















