Angola tem 216 projetos no sector da água com execução prevista em 2026, um anúncio feito durante a Bienal de Luanda, onde foi destacada a importância dos recursos hídricos para o desenvolvimento económico e social e a necessidade de garantir a sustentabilidade dos serviços.

Entre as grandes intervenções no sector estão os sistemas de Quilonga Grande e do Bita, destinados a ampliar o abastecimento em Luanda e Icolo e Bengo. Segundo João Lourenço, Quilonga Grande deverá ser inaugurado em dezembro e servir cinco milhões de pessoas. O Bita tem entrada em funcionamento prevista para meados de 2027, com capacidade para abastecer outros 2,5 milhões.

Na capital, foi também autorizada uma empreitada de 658 milhões de euros para reabilitar e expandir a rede nas chamadas ‘zonas cinzentas’, onde a cobertura é insuficiente ou precária. A intervenção deverá beneficiar cerca de três milhões de habitantes e complementar os sistemas em construção.

No sul, o Programa de Combate aos Efeitos da Seca está avaliado em cerca de 4,2 mil milhões de dólares. Ao Canal do Cafu, em funcionamento desde 2022, juntaram-se, em setembro, as barragens do Ndue e do Calucuve, no Cunene.

As duas barragens dispõem de uma capacidade conjunta de armazenamento de 245 milhões de metros cúbicos e foram dimensionadas para servir cerca de 136 mil habitantes, além de assegurar água para o gado e apoiar a produção agrícola.