Longe dos holofotes desde há alguns dias, tendo mesmo chegado a faltar ao último Conselho de Ministros, Luís Montenegro, 'refugiado' em Espinho há praticamente uma semana, deverá estar a preparar uma reestruturação governamental já para a próxima semana, com a eventual substituição de alguns ministros e secretários de Estado.
No entanto, nos meios políticos, circula a tese de que, mais do que uma remodelação, com saídas e entradas de ministros, Montenegro poderia estar tentado a mudar a estrutura e orgânica do governo, reformulando algumas pastas, tentando conferir ao executivo uma maior agilidade e dinâmica.
Uma das hipóteses que circula com maior insistência é a ascensão de Paulo Rangel ao cargo de vice-primeiro ministro, bem como a criação de dois novos ministérios - o da Habitação e o da Cultura, duas pastas que assim ganhariam autonomia.
De saída poderão estar Ana Paula Martins, na Saúde, e Maria do Rosário Palma Ramalho, de quem se diz já ter pedido há uns meses para deixar a pasta do Trabalho e da Segurança Social. Quanto a Luis Neves, são poucos os que acreditam que Montenegro esteja disposto a 'entregar a cabeça' do seu ministro da Administração Interna, ainda que se especule que Carlos Abreu Amorim ou Fernando Alexandre, respetivamente ministros dos Assuntos Parlamentares e da Educação, possam estar na calha para suceder-lhe mais tarde ou mais cedo.
Os próximos dias permitirão perceber se os rumores correspondem a uma decisão em preparação ou se não terão tradução prática.

















