O novo Palácio de Convenções de Luanda recebe este domingo, dia 30, o seu primeiro grande acontecimento internacional: a 21.ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, dedicada ao “Reforço dos Mecanismos de Prevenção e Resolução de Conflitos em África”.

Anfitrião do encontro, o Presidente angolano, João Lourenço, receberá, entre outros dirigentes com participação anunciada, os presidentes Évariste Ndayishimiye, do Burundi e atual presidente em exercício da União Africana; Bola Ahmed Tinubu, da Nigéria; John Dramani Mahama, do Gana; Emmerson Mnangagwa, do Zimbabué; José Maria Neves, de Cabo Verde; e Romuald Wadagni, do Benim. Está igualmente anunciada a presença de Mohamed al-Menfi, presidente do Conselho Presidencial da Líbia.

A organização informou estarem confirmados dez chefes de Estado e nove primeiros-ministros, além de vice-presidentes, ministros e outros representantes governamentais, embora não tenha divulgado publicamente a lista nominal completa. Participará também Mahmoud Ali Youssouf, presidente da Comissão da União Africana.

A cimeira é antecedida, este sábado, pela 26.ª Sessão Extraordinária do Conselho Executivo da União Africana, que reúne os ministros dos Negócios Estrangeiros no Hotel Intercontinental. No domingo, os trabalhos ao mais alto nível decorrerão no novo complexo da Chicala, inaugurado em 24 de agosto por João Lourenço.

Proposto pelo chefe de Estado angolano, na qualidade de Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação, o encontro pretende avaliar a eficácia dos instrumentos continentais de prevenção, gestão e resolução de crises. Em análise estarão o terrorismo, o extremismo violento, os golpes de Estado, as crises humanitárias, a criminalidade transnacional, as ameaças cibernéticas e os riscos associados às alterações climáticas e à evolução tecnológica.

No final dos trabalhos, maioritariamente realizados à porta fechada, deverá ser aprovado o Plano de Ação de Luanda, acompanhado por uma Matriz de Implementação destinada a transformar as decisões políticas em medidas concretas.

A estreia do Palácio de Convenções com uma reunião dedicada à paz confere um forte significado político ao novo equipamento. Com um anfiteatro para três mil pessoas e diversos espaços de trabalho, o complexo pretende posicionar Luanda entre as principais capitais africanas para a realização de cimeiras e grandes eventos internacionais.