O Papa Leão XIV deverá fazer um tratamento de imunoterapia durante pelo menos três anos para reduzir o risco de regresso do cancro do pulmão, de que foi operado no dia 13. A informação foi avançada ontem pela jornalista Mirticeli Medeiros, correspondente da GloboNews no Vaticano, com base em fontes do Hospital Policlínico Gemelli, em Roma. O Vaticano não confirmou.
A notícia contraria a versão oficial. Na quarta-feira, os médicos responsáveis pelo Papa, o cirurgião Stefano Margaritora e o médico pessoal Luigi Carbone, garantiram num comunicado que o adenocarcinoma se manteve localizado e que uma avaliação oncológica posterior concluíra não ser necessária qualquer terapia adicional.
Segundo as fontes hospitalares citadas por Mirticeli Medeiros, o tumor tinha cerca de 2,5 centímetros e os exames deram positivo para a proteína PD-L1, um marcador que indica uma provável boa resposta à imunoterapia. O tratamento, feito com o medicamento pembrolizumab, foi apresentado como preventivo. A mesma fonte relaciona a decisão com o historial de cancro na família do Papa. Leão XIV não deverá fazer quimioterapia nem radioterapia.
O Papa, de 71 anos, foi operado no Gemelli para retirar o lobo inferior do pulmão direito, onde tinha um nódulo identificado como adenocarcinoma, a forma mais comum de cancro do pulmão. Teve alta no sábado passado e tem retomado aos poucos a atividade pública. Na quarta-feira voltou ao papamóvel e presidiu à audiência geral na Praça de São Pedro.
A recuperação já obrigou a mudanças na agenda. Por conselho médico, o Vaticano cancelou a deslocação de helicóptero a Assis, prevista para terça-feira, dia 27, para assinalar os 40 anos do encontro mundial de oração pela paz convocado por João Paulo II. Continua por esclarecer se mantém a viagem ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, marcada para 6 a 17 de novembro.

















