D. Osório Citora Afonso, bispo de Quelimane, foi assassinado na madrugada deste sábado, 6 de Junho, na sua residência oficial, o Paço Episcopal de Quelimane, na província da Zambézia. Tinha 54 anos. Não há suspeitos detidos.
Segundo o porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) na Zambézia, Maximino Amílcar, o prelado foi atingido por um disparo de metralhadora AKM no peito. As autoridades indicam que os atacantes escalaram o muro da residência, vandalizaram o sistema de segurança eléctrica e dispararam contra o bispo. O corpo foi encontrado caído num corredor do Paço Episcopal. “
A Diocese de Quelimane confirmou a morte em comunicado. O bispo de Tete, D. Diamantino Antunes, classificou o crime como um “bárbaro assassinato” e apelou a que as autoridades esclareçam rapidamente as suas motivações. “A sua morte violenta deixou-nos a todos muito surpreendidos e apreensivos”, declarou à Rádio Renascença.
O presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, D. Inácio Saure, arcebispo de Nampula, anunciou a morte “com profunda dor”, apelando à “serenidade da fé e solidariedade fraterna” de toda a comunidade católica.
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, expressou “profundo sentimento de pesar e consternação”, considerando tratar-se de uma “perda irreparável” para a sociedade moçambicana e para a Igreja Católica, e destacou o papel do prelado na promoção da paz, da reconciliação e do diálogo.
Membro dos Missionários da Consolata, D. Osório Citora Afonso tinha sido nomeado bispo de Quelimane em Julho de 2025 e, em Abril deste ano, assumira também a administração apostólica da Arquidiocese da Beira, em substituição de D. Cláudio Zunna, que renunciara ao cargo por motivos de saúde.

















