Sob o mote "Nem Silêncio, Nem Medo: Existimos e Resistimos", milhares de pessoas participaram este sábado, dia 6, na 27.ª edição da Marcha do Orgulho LGBTQIA+ de Lisboa. A iniciativa arrancou ao final da tarde, junto ao Marquês de Pombal, e percorreu a Avenida da Liberdade num ambiente marcado pela celebração, reivindicação e defesa dos direitos da comunidade.
Ao som de tambores e palavras de ordem, os participantes desceram a principal artéria da capital empunhando bandeiras arco-íris e outros símbolos representativos das diferentes identidades e orientações que integram a comunidade LGBTQIA+. Entre os cartazes exibidos, podiam ler-se mensagens como "Em cada rosto, igualdade", "O amor das minhas mães merece ser celebrado, não explicado" ou "Ideologia é revogar leis de 2018 contra todos os pareceres científicos".
A organização da marcha, que reúne este ano 17 associações e coletivos com intervenção nas áreas dos direitos LGBTQIA+, do feminismo e do antirracismo, justificou a escolha do tema com aquilo que considera ser um momento de crescente preocupação para a comunidade.
Em comunicado, a Comissão Organizadora alertou que "a nova conjuntura política" tem gerado receios de retrocessos em direitos conquistados nas últimas décadas, defendendo que algumas propostas e discursos públicos colocam em causa a proteção de pessoas e famílias LGBTQIA+.
Os organizadores destacaram ainda que as pessoas trans e de género diverso têm sido alvo de ataques e de tentativas de reversão de direitos já adquiridos. Segundo a comissão, estas iniciativas representam uma ameaça sem precedentes desde a instauração da democracia em Portugal, após o 25 de Abril.
A marcha decorreu também num ano particularmente simbólico para o movimento, marcado pela ausência do tradicional Arraial Pride de Lisboa durante o mês de junho. Para os promotores, esta manifestação assume por isso uma relevância acrescida, funcionando simultaneamente como um momento de celebração, visibilidade e afirmação política.
















