O clima político em Vila do Conde atingiu níveis de elevada tensão nos últimos dias, apurou o 24Horas, culminando em momentos de confronto físico e forte contestação, esta sexta-feira, dia 5, durante uma sessão da Assembleia de Freguesia, que acabou por não se realizar.
A reunião, marcada num contexto já marcado pela polémica em torno da gestão da Junta de Freguesia e pelas suspeitas que envolveram o ex-presidente, Isaac Braga, foi interrompida por desacordos processuais e acusações mútuas entre as várias forças políticas.
Setores da oposição acusam o Partido Socialista de recorrer a expedientes políticos para impedir o normal funcionamento dos trabalhos, agravando um ambiente de crispação que há várias semanas domina a vida autárquica local.
A tensão rapidamente passou das palavras aos atos, registando-se empurrões e momentos de grande agitação entre participantes e apoiantes presentes no local. Perante o clima de hostilidade, foi necessária a intervenção de elementos da segurança para garantir a ordem e a integridade dos intervenientes.
O presidente da Junta acabou mesmo por ser acompanhado e escoltado até à sua viatura, pela PSP, numa imagem que espelha a profunda divisão política que atravessa atualmente a principal freguesia do concelho.
Os acontecimentos surgem numa fase particularmente sensível da política vila-condense, marcada por denúncias, pedidos de demissão e uma crescente disputa entre PS e oposição sobre o futuro da autarquia e a gestão dos seus órgãos locais.

















