A condenação do ex‑ministro dos transportes espanhol e 'braço direito' de Pedro Sánchez, José Luis Ábalos, marcou esta segunda‑feira, dia 22, a divulgação da sentença do primeiro julgamento do caso Koldo, que investigou um esquema de corrupção na adjudicação de contratos públicos milionários durante a pandemia.

O tribunal aplicou a Ábalos uma pena de 24 anos e três meses de prisão, pelos crimes de suborno, tráfico de influências e branqueamento de capitais, considerando provado que o ex‑governante teve um papel decisivo na atribuição irregular de contratos de fornecimento de material em plena crise sanitária.

O seu antigo assessor, Koldo García Izaguirre, foi igualmente condenado, recebendo 19 anos e oito meses de prisão por facilitar e operacionalizar o esquema fraudulento.

Já o empresário Víctor de Aldama enfrentou uma pena mais leve, de quatro anos e meio. No entanto, o Supremo Tribunal Federal decidiu suspender a pena de prisão, impondo condições como apresentar relatórios semestrais das suas atividades e realizar serviços comunitários.

A investigação, iniciada em 2024, primeiramente, focou-se na compra irregular de máscaras de proteção contra a Covid-19 durante o pior período da pandemia, em 2020.

A rede utilizou a empresa Soluciones de Gestión y Apoyo a Empresas (que não tinha experiência no setor da saúde) para monopolizar contratos milionários com o Ministério dos Transportes, do Interior e com governos regionais (como Baleares e Canárias). A faturação da empresa disparou de zero para 54 milhões de euros.