O empresário franco-israelita Patrick Drahi enfrenta uma nova frente judicial ligada ao universo Altice. Desta vez, a disputa surge no futebol profissional e envolve um agente português que reclama cerca de 70 milhões de euros em alegadas comissões e indemnizações.
Segundo revelou o jornal francês L’Informé, Bruno Macedo, um intermediário que terá desempenhado um papel relevante na negociação dos direitos televisivos do FC Porto pela operação portuguesa da Altice, exige o pagamento de 10 milhões de euros relativos a contratos de prestação de serviços, aos quais junta um pedido adicional de 60 milhões por danos alegadamente sofridos.
O litígio surge num momento particularmente delicado para Drahi, cujo império empresarial continua a ser abalado pelos efeitos do chamado “caso Altice” e pelo conflito aberto com o antigo braço-direito e cofundador do grupo, Armando Pereira. Nas últimas semanas, tal como o 24Horas noticiou, a justiça suíça terá avançado com o arresto de bens detidos por Drahi naquele país, como garantia parcial do diferendo financeiro superior a mil milhões de euros movido por Pereira.

A nova reivindicação financeira reforça a pressão sobre o fundador da Altice, cuja estrutura empresarial permanece sob forte escrutínio judicial e financeiro desde a Operação Picoas, em Portugal, investigação que atingiu o núcleo histórico do grupo e abriu uma fratura pública entre Drahi e Armando Pereira.
Embora os detalhes do processo movido por Bruno Macedo ainda não sejam totalmente conhecidos, o caso evidencia que as repercussões do universo Altice continuam longe de estar encerradas, agora estendendo-se também ao setor do futebol e dos direitos audiovisuais.

















