O cabaz alimentar de 63 bens essenciais acompanhado pela Deco Proteste voltou a encarecer na última semana e custa agora 253,55 euros. Face à semana anterior, os consumidores precisam de gastar mais 1,48 euros para comprar exatamente o mesmo conjunto de produtos.
Depois de uma descida de 1,53 euros na semana passada, o preço voltou assim a inverter a tendência. "O cabaz alimentar monitorizado pela Deco Proteste, organização de defesa do consumidor, custa esta semana 253,55 euros, o que representa um aumento na ordem dos 1,48 euros", lê-se na informação divulgada.
Entre 12 e 19 de agosto, o produto que mais subiu foi o atum em posta conservado em óleo vegetal, com um aumento de 16%, passando a custar 1,59 euros. A farinha para bolos e o feijão-manteiga também ficaram mais caros, ambos com uma subida de 10%, para 1,83 euros e 1,50 euros, respetivamente.
A diferença torna-se ainda mais evidente quando se recua no tempo. No início deste ano, o mesmo cabaz custava menos 11,73 euros, o equivalente a uma diferença de 4,85%. Há um ano, os consumidores pagavam menos 12,25 euros, ou 5,08%.
Já em janeiro de 2022, antes do início da guerra na Ucrânia, comprar os mesmos 63 produtos exigia menos 65,85 euros. A diferença acumulada desde então é de 35,08%.
Na comparação com o ano passado, destacam-se as subidas da couve-coração e do bacalhau graúdo, ambos 24% mais caros, custando atualmente 1,94 euros e 19,56 euros por quilograma, respetivamente. O robalo aumentou 22%, para 10,06 euros por quilograma.
Desde 5 de janeiro de 2022, a maior subida percentual pertence à carne de novilho para cozer, que aumentou 119% e custa agora 12,76 euros por quilograma. Seguem-se a couve-coração, com uma subida de 95%, e o bacalhau graúdo, que ficou 85% mais caro.
O cabaz analisado pela Deco Proteste inclui produtos de várias categorias, entre carne, peixe, fruta, legumes, laticínios, congelados e mercearia, como frango, peru, pescada, batata, arroz, leite, queijo ou manteiga.
















