Os trabalhadores da REN Atlântico, responsáveis pela operação do terminal de gás natural liquefeito (GNL) de Sines, vão parar entre domingo, dia 23, e terça-feira, 25. A greve é convocada pelo SITE Sul e pela Fiequimetal e surge na sequência de um processo reivindicativo que, segundo as estruturas sindicais, se prolonga desde 2012.

A principal exigência passa pela criação de um regime de pré-reforma que tenha em conta o desgaste associado ao trabalho por turnos. Os sindicatos defendem que os trabalhadores devem poder aceder à pré-reforma em condições semelhantes às previstas no ACT 2000 e reclamam também o fim das diferenças salariais entre funcionários que exercem as mesmas funções.

De acordo com a Fiequimetal, a maioria dos trabalhadores da REN Atlântico acumula atualmente cerca de 20 anos de trabalho por turnos. A estrutura sindical considera que esta realidade justifica a implementação, a médio prazo, de um plano de pré-reforma específico para estes trabalhadores.

A Fiequimetal alerta ainda que, mantendo-se as atuais condições, um trabalhador desta instalação poderá ter de permanecer mais 26 anos e nove meses no ativo e sujeito ao regime de turnos. Somando esse período aos cerca de 20 anos já cumpridos, chegaria a um total de 46 anos e nove meses de trabalho por turnos.

Para os sindicatos, a criação deste mecanismo é particularmente relevante tendo em conta o caráter estratégico do terminal de GNL de Sines para a segurança do abastecimento energético nacional. A Fiequimetal considera, além disso, que a REN reúne condições económicas e financeiras para responder às reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.