O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta quinta-feira (20) que pretende entrar para a história, “nem que seja como presidente de transição”. A declaração foi feita durante um almoço com empresários na Mooca, na zona leste de São Paulo, ao lado do governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB).

Ao falar diretamente com Tarcísio, Flávio elogiou a trajetória do governador e afirmou que o Brasil precisa de um período para “atravessar esse mar revolto”. O senador também disse que está há 24 anos na vida pública e que se prepara para ocupar a Presidência da República.

Flávio voltou a defender o fim da reeleição para Presidente da República. O candidato é autor de uma proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da possibilidade de um segundo mandato consecutivo para o chefe do Executivo federal.

Durante o encontro, o senador também criticou o Supremo Tribunal Federal. Flávio afirmou que olha para a Corte “com nojo” e disse que, caso seja eleito, pretende indicar ministros alinhados às suas posições sobre temas como aborto e drogas.

O candidato também prometeu reduzir a carga tributária e afirmou que conhece as dificuldades enfrentadas pelos comerciantes, citando a própria experiência no setor.

A participação de Tarcísio ocorreu durante uma das três agendas de Flávio em São Paulo. O governador, que busca a reeleição em São Paulo, havia admitido anteriormente que poderá disputar a Presidência da República no futuro.

A declaração sobre ser um “presidente de transição” ocorre no contexto da campanha presidencial de Flávio, que tem defendido um mandato único e mudanças na estrutura política do país.