A votação da segunda volta das eleições presidenciais brasileiras começou às 08:00 deste domingo, dia 25, e decorre até às 17:00, segundo a hora de Brasília.

Os eleitores escolhem entre Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), e Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), numa disputa que determinará quem ocupará a presidência da república durante o mandato de 2027 a 2030.

De acordo com a Agência Brasil, 158.745.463 eleitores estão aptos a votar nesta segunda volta. A eleição presidencial chega à fase decisiva depois de nenhum dos candidatos ter alcançado mais de metade dos votos válidos na primeira volta, realizada no dia 4.

Os resultados deste domingo determinarão quem reúne o apoio necessário para assumir a chefia do Estado brasileiro nos próximos quatro anos.

Além da eleição presidencial, os eleitores de cinco estados e do Distrito Federal votam para governador. As disputas regionais decorrem no Acre, no Amazonas, no Espírito Santo, no Rio Grande do Norte e no Tocantins, além do Distrito Federal.

Os candidatos que chegaram à segunda volta voltam a enfrentar-se depois de nenhum ter conseguido ultrapassar a maioria absoluta dos votos válidos na primeira votação.

No Acre, a disputa opõe Mailza Assis, do Progressistas, a Alan Rick, do Republicanos. No Amazonas, concorrem Omar Aziz, do PSD, e Professora Maria do Carmo, do PL. No Espírito Santo, os eleitores escolhem entre Lorenzo Pazolini, do Republicanos, e Ricardo Ferraço, do MDB. No Rio Grande do Norte, a disputa é entre Allyson Bezerra, do União Brasil, e Cadu Xavier, do PT. No Tocantins, os candidatos são Professora Dorinha, do União Brasil, e Vicentinho Júnior, do PSDB. No Distrito Federal, Celina Leão, do Progressistas, enfrenta Leandro Grass, do PT.

Primeiros resultados conhecidos no estrangeiro

Enquanto a votação decorria no Brasil, várias secções eleitorais no estrangeiro já tinham encerrado devido à diferença horária. A Nova Zelândia esteve entre os primeiros países a concluir a votação, seguindo-se outras localidades da Ásia e da Oceânia. Os boletins de urna permitiram conhecer os primeiros resultados locais antes do início da divulgação oficial da totalização nacional.

Segundo os dados divulgados pelo portal G1 e reproduzidos pela imprensa brasileira, Lula venceu na Nova Zelândia, na China e na Coreia do Sul. Flávio Bolsonaro ficou à frente no Japão e nas Filipinas. Os resultados dizem respeito às secções eleitorais já apuradas e não representam uma indicação definitiva do resultado nacional.

Na Nova Zelândia, Lula recebeu 418 votos, contra 101 de Flávio Bolsonaro. O candidato do PT obteve 80,54% dos votos válidos, enquanto o adversário alcançou 19,46%. Na Coreia do Sul, Lula também ficou à frente, com 148 votos, correspondentes a 64,35%, contra 82 votos de Flávio Bolsonaro, que obteve 35,65%.

Na China, os boletins divulgados indicaram igualmente uma vitória de Lula, com 502 votos, contra 267 de Flávio Bolsonaro. O resultado reforça a diversidade do comportamento eleitoral das comunidades brasileiras no estrangeiro, embora o número de eleitores em cada país varie consideravelmente.

No Japão, o cenário foi diferente. Os primeiros resultados divulgados apontaram para uma vantagem de Flávio Bolsonaro, que recebeu 47.306 votos, contra 11.201 de Lula, segundo os dados posteriormente publicados pela imprensa brasileira. Nas Filipinas, Flávio também ficou à frente, com 39 votos, enquanto Lula recebeu 27.

Estes resultados são parciais e devem ser interpretados tendo em conta a dimensão de cada eleitorado e o número de secções eleitorais abrangidas. Os votos dos brasileiros residentes no estrangeiro integram a eleição presidencial, mas não permitem, isoladamente, antecipar o resultado da votação em todo o território brasileiro.

Quase 919 mil brasileiros inscritos no estrangeiro

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, 918.876 brasileiros residentes fora do país estão aptos a votar, distribuídos por 186 localidades em 134 países. A votação no estrangeiro destina-se exclusivamente à escolha do Presidente e do vice-presidente da República. A organização do processo é assegurada pela Justiça Eleitoral brasileira, em articulação com a rede diplomática e consular.

A diferença entre os fusos horários explica por que razão os primeiros resultados no estrangeiro são conhecidos antes de terminar a votação no Brasil. Na Nova Zelândia, por exemplo, as urnas encerraram quando o território brasileiro ainda se preparava para iniciar o dia eleitoral. Os boletins de urna emitidos após o encerramento de cada secção permitem verificar os votos atribuídos a cada candidato naquela localidade.

No Brasil, as urnas funcionam entre as 08:00 e as 17:00, de acordo com a hora de Brasília. Caso ainda existam eleitores na fila à hora do encerramento, as secções devem distribuir senhas para garantir que todos possam exercer o direito de voto. A votação só termina depois de todos os eleitores que aguardavam na fila terem votado.

Apuramento oficial começa às 17:00

A divulgação oficial da totalização dos votos começa a partir das 17:00, hora de Brasília, quando termina a votação no país. O Tribunal Superior Eleitoral disponibiliza os resultados à medida que os boletins são recebidos e processados pelo sistema de apuramento. A contagem poderá prolongar-se durante a noite, até que seja possível determinar o resultado definitivo.

Os resultados divulgados antecipadamente no estrangeiro não devem ser confundidos com a apuração nacional. Embora permitam conhecer o sentido de voto em determinadas comunidades brasileiras, representam apenas uma parte do eleitorado.

A definição do vencedor dependerá da contagem dos votos válidos em todo o país e da respetiva totalização pela Justiça Eleitoral.

A segunda volta deste domingo encerra uma campanha presidencial marcada pela disputa entre dois candidatos com projetos políticos distintos. Para além da escolha do próximo Presidente da República, os resultados determinarão também os governos estaduais que continuam em disputa, completando o quadro político resultante das eleições gerais de 2026.