Ondas de calor, incêndios, tempestades e secas estão a deixar de ser apenas uma questão ambiental para se transformarem num problema económico de primeira grandeza. O New York Times mostra como o clima extremo está a aumentar custos energéticos, reduzir produtividade, interromper negócios e pressionar os preços dos alimentos.

As temperaturas elevadas tornam menos eficientes várias formas de produção elétrica precisamente quando aumenta o consumo provocado pelo ar condicionado, elevando preços e o risco de falhas de energia. Na agricultura, um El Niño particularmente forte ameaça provocar secas e chuvas excessivas, afetando culturas como trigo, milho e açúcar.

A consequência poderá ser nova pressão inflacionista, complicando as decisões dos bancos centrais sobre taxas de juro. Na Europa, os incêndios estão também a atingir duramente turismo e comércio. Uma economista citada pelo jornal alerta especificamente para Portugal, Espanha e Grécia, onde não parece existir um “limite natural” para a dimensão que os fogos poderão atingir.

A adaptação também tem um preço: a McKinsey estima que medidas de proteção climática em larga escala exigiriam cerca de 540 mil milhões de dólares por ano.